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Casa Florescer Centro de Acolhida Especial
Sala de convivência da Casa Florescer, com paredes em terracota, móveis de madeira e palha, plantas e luz natural.
Bom Retiro, São Paulo · desde 2016

Florescer é resistir. É se reerguer. É escolher ser quem é.

A Casa Florescer é o primeiro centro de acolhida pública do Brasil dedicado a mulheres trans e travestis. Aqui há porta aberta 24 horas, comida quente, escuta e um caminho concreto para a autonomia.

Retrato de Beto Silva, idealizador da Casa Florescer.
O pioneirismo que abriu esta casa
“Toda pessoa tem uma história, e toda história merece respeito. Quem está em situação de rua tem nome, não número. Aqui, a gente acolhe pessoas e as histórias que elas carregam.”
Beto Silva, idealizador da Casa Florescer

Foi preciso coragem para afirmar, em 2016, que mulheres trans e travestis mereciam uma casa dentro da política pública brasileira. Beto Silva afirmou e construiu: a primeira do país.

Seu pioneirismo virou método, e o método virou estrutura. É esse o legado que a equipe honra a cada porta que se abre aqui, 24 horas por dia.

Conheça o legado de Beto Silva
Nossos números

Quase uma década interrompendo ciclos de exclusão

Resultados acumulados desde março de 2016 nas unidades I e II da Casa Florescer, apurados junto à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS).

1.684 atendimentos realizados desde 2016
286 conquistaram saída qualificada

Cerca de 17%, uma a cada seis pessoas atendidas.

137 inseridas no mercado de trabalho

9% do total atendido.

30 vagas de acolhimento na Unidade I

Funcionamento 24 horas por dia.

Aderiram à rede de saúde95%
Regularizaram documentação80%
Retornaram à educação formal70%
Retificaram nome e gênero45%

Fonte: Casa Florescer / SMADS, Prefeitura de São Paulo. Dados acumulados desde março de 2016. Ver a matéria completa sobre saída qualificada →

Grupo grande de mulheres acolhidas e equipe da Casa Florescer reunidos na sala de convivência, sentados no tapete e sorrindo para a foto.
Quem somos

Uma casa que oferece coragem, amor e recomeço

No Bom Retiro, região central de São Paulo, a Casa Florescer acolhe mulheres trans e travestis que enfrentaram abandono familiar, expulsão da escola, violência e falta de oportunidades. São 30 vagas de acolhimento, funcionando 24 horas por dia.

Somos um serviço público-parceiro: a gestão é da OSC CROPH (Coordenação Regional das Obras de Promoção Humana), em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania.

Aqui não se trata de caridade. Trata-se de direito, de política pública e de gente que volta a se reconhecer no espelho.

Conheça nossa história
O que fazemos

Acolher é só o começo

Cada acolhida tem um Plano Individual de Atendimento (PIA), construído junto com a equipe. É ele que orienta o caminho da chegada até a saída qualificada.

Moradia e alimentação

Acolhimento provisório 24 horas, com dormitórios, refeições diárias, lavanderia, vestuário e um lugar seguro para dormir.

Apoio psicológico e social

Escuta qualificada, atendimento individual com psicóloga e assistentes sociais, e reconstrução de vínculos rompidos pela transfobia.

Documentação e retificação

Resgate de documentos civis perdidos e apoio em todo o processo de retificação de nome e gênero: o direito de ser chamada pelo próprio nome.

Trabalho e renda

Oficinas de capacitação, autonomia financeira e articulação com empresas parceiras para inserção no mercado formal.

Educação

Retorno à escola, apoio à conclusão do ensino formal e encaminhamento para cursos técnicos e profissionalizantes.

Rede intersetorial

Encaminhamento articulado para saúde, habitação, cultura, esporte e lazer, porque cidadania não cabe em um serviço só.

A casa por dentro

Um espaço pensado para ser lar

Dormitórios, cozinha, refeitório, sala de convivência, lavanderia, horta e quadra poliesportiva. Estrutura digna, luz e cor, porque o ambiente também acolhe.

Sala de convivência ampla com poltronas de palha, mesa comunitária de madeira, plantas e espelhos de maquiagem ao fundo.
Sala de convivência e espaço de beleza
Outro ângulo do ambiente interno da Casa Florescer, com mobiliário claro e boa iluminação.
Ambiente interno
Área externa da Casa Florescer, com espaço aberto para circulação e convivência.
Área externa
Horta cultivada no terreno da Casa Florescer, com canteiros e mudas.
A horta da casa
Quadra poliesportiva da Casa Florescer.
Quadra poliesportiva
Mural colorido pintado em parede da casa com a frase Não desista, estamos ganhando.
“Não desista, estamos ganhando”
Quem faz acontecer

Uma equipe multidisciplinar

Assistentes sociais, psicóloga, orientadores socioeducativos, agentes operacionais e equipe de cozinha. Gente que trabalha no detalhe do cuidado.

Retrato de Patrícia de Assis, psicóloga da Casa Florescer.

Patrícia de Assis

Psicóloga

Conduz o acompanhamento pelo Plano Individual de Atendimento. Defende um trabalho humanizado que começa no simples “bom dia”: escutar a dor e a necessidade de cada uma, sem tratar ninguém como igual a ninguém.

Retrato de Mayron Matos, orientador social educativo da Casa Florescer.

Mayron Matos

Orientador social educativo

Traz experiência de atenção primária em saúde e redução de danos nas ruas. Enxerga além do contexto de abandono: vê pessoas que podem e vão ocupar cargos importantes e gerar impacto social.

Beto Silva, idealizador da Casa Florescer.

Beto Silva

Idealizador e fundador da Casa Florescer

Assistente social e ativista, teve a coragem de erguer em 2016 o primeiro centro de acolhida pública do Brasil para mulheres trans e travestis. Seu pioneirismo permanece como legado: a casa que ele imaginou segue de pé, acolhendo todos os dias.

Conheça o legado
Ambiente interno da Casa Florescer com mobiliário claro e plantas.
Histórias que florescem
“Florescer, para mim, é como nascer de novo. É mais do que uma segunda chance. Depois de tudo, quando você acredita que não há mais opção, que não tem para onde ir, você vai florescendo e se descobre uma nova pessoa a cada dia. Foi isso que aconteceu comigo aqui: eu refloresci.”
Jamilly Piton, 34 anos, acolhida da Casa Florescer, em processo final de saída qualificada
Leia a matéria completa
Onde estamos

São duas Casas Florescer em São Paulo

A Unidade I, no Bom Retiro, é a casa pioneira e o foco deste site. A Unidade II, em Santana, integra a mesma rede de acolhimento especializado da Prefeitura.

Unidade I · Pioneira

Casa Florescer I, Bom Retiro

Inaugurada em 7 de março de 2016, é o primeiro centro de acolhida pública do Brasil voltado exclusivamente a mulheres trans e travestis. 30 vagas, funcionamento 24 horas.

  • Rua Prates, 1101, Bom Retiro
    São Paulo/SP · CEP 01121-000
  • (11) 3228-0502
Unidade II

Casa Florescer II, Santana

Segunda unidade do serviço, na Zona Norte de São Paulo. Integra a mesma rede de acolhimento especializado da Prefeitura, junto com a Casa de Acolhida Casarão Brasil, na Zona Sul.

  • Rua Dr. Zuquim, 1034, Santana
    São Paulo/SP · CEP 02035-012

Sua ajuda vira comida quente, documento no nome certo e chave de casa nova

Praticar empatia dá visibilidade a quem foi tornado invisível. É disso que a Casa Florescer é feita, e é aí que sua contribuição entra.

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