Missão
Acolher travestis e mulheres transexuais, compatibilizando o respeito à identidade de gênero, à autonomia e às escolhas individuais com o oferecimento de oportunidades e a promoção dos direitos de cidadania.
Início/Quem somos
Desde 7 de março de 2016A Casa Florescer nasceu para responder a uma ausência histórica. Antes dela, não existia no país nenhum centro de acolhida pública dedicado exclusivamente a mulheres trans e travestis.
Criada em 2015 e com atividades práticas iniciadas em 7 de março de 2016, a Casa Florescer surgiu da atuação do assistente social e ativista Alberto “Beto” Silva, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, através da SMADS.
A proposta era simples de enunciar e difícil de executar: um serviço de acolhimento desenhado a partir das necessidades reais da população trans e travesti, e não adaptado às pressas de um modelo genérico.
Quase uma década depois, a casa se consolidou como referência nacional. Já foram 1.684 atendimentos nas unidades I e II, com 286 saídas qualificadas, pessoas que retomaram a autonomia após o acompanhamento socioassistencial.
Ver os resultados em detalheAcolher travestis e mulheres transexuais, compatibilizando o respeito à identidade de gênero, à autonomia e às escolhas individuais com o oferecimento de oportunidades e a promoção dos direitos de cidadania.
Ser referência no combate à transfobia e na articulação de rede, conferindo maior visibilidade à causa e reconhecimento pelo trabalho de acompanhamento oferecido.
Grande parte das mulheres acolhidas chega ao serviço depois de abandono familiar, expulsão escolar, violência e discriminação. São fatores que fragilizam vínculos sociais e, em muitos casos, conduzem à vivência nas ruas.
“Elas são impedidas de se desenvolver socialmente, de trabalhar a própria expressão de si no mundo e o processo de individualização; de trabalhar o pertencimento a grupos, algo que faz toda a diferença na vida de qualquer pessoa.”
A exclusão do mercado de trabalho, da educação formal e do acesso à saúde forma um tripé crônico de vulnerabilidade. É exatamente esse ciclo que a Casa Florescer existe para interromper.
O perfil das acolhidas é diverso em idade e origem, com predominância de pessoas vindas do Norte e do Nordeste, que migram para São Paulo em busca de oportunidade, segurança e qualidade de vida.
A Casa Florescer não é uma iniciativa isolada. É parte da rede socioassistencial da cidade de São Paulo, com governança, indicadores e supervisão.
Coordenação Regional das Obras de Promoção Humana: organização da sociedade civil responsável pela gestão direta do serviço.
Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo: parceria, financiamento e supervisão técnica.
Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania: articulação de políticas de direitos humanos e enfrentamento à transfobia.
Centro de Acolhida Especial para Mulheres Transexuais e Travestis Casa Florescer · CNPJ 43.473.487/0032-29.
A Unidade I, no Bom Retiro, é a casa pioneira e o foco deste site. A Unidade II, em Santana, integra a mesma rede de acolhimento especializado da Prefeitura de São Paulo.
30 vagas de acolhimento rotativo, funcionamento 24 horas por dia. Estrutura com dormitórios coletivos, cozinha, refeitório, sala de convivência, lavanderia, horta e quadra poliesportiva.
Segunda unidade do serviço, na Zona Norte da capital. Junto com a Casa de Acolhida Casarão Brasil, na Zona Sul, compõe a rede de acolhimento especializado mantida pela Prefeitura.
Ressignificar nossa história e nossa cultura é construir uma sociedade que ampare e respeite todas as pessoas como iguais. Você pode fazer parte disso.